Recomeço?
Não é um recomeço como era ná época que começei este blog, mas sim um recomeço deste blog.
O objetivo quando me apropriei deste espaço, digo apropriei, pq o espaço digital está lá, só esperando ser tomado; foi basicamente como uma forma de plasmar em algum lugar pensamentos, ideias, histórias, uma auto análise sem terapia, porêm mais para externalizar minha mente e assim eu poder me olhar de fora.
Sempre que busco internalizar e logo externalizar me permite resolver, mutar, modificar, alterar, concluir alguma coisa, então este blog seria esta ferramenta. Nem sempre escrevo sobre mim, mas sempre que escrevo me reflito em um espelho de palavras, podem ser digitais, de tinta, grafite ou qualquer outro material tangível ou intagível.
Relendo o que escrevi 10 anos atrás percebo que o que sou hoje, o que estou hoje, apenas é uma evolução orgánica daquilo que expressei naquele passado, posso ver que era Um Eu que hoje ainda existe mas não em sua totalidade. Ainda bem que este Eu do passado conseguiu crescer e desenvolver de formas que nunca imaginaria em uma década para frente.
Acho engraçado ter citado Caos naquela época e desde então o Caos passou por uma resignificação para mim e hoje, abraço ele de uma forma que nunca imaginaria. #FNORD
Vou começar este relançamento do blog com um pensamento que surgiu de uma resposta de uma pessoa que mora do outro lado do atlantico, deu a uma postagem que compartilhei no instagram.
A postagem era um comparativo de imagens entre passado e presente, mostrando como o mundo foi ficando menos colorido. A resposta a essa postagem foi que querem que sejamos Robôs sem Alma.
Essa resposta me fez ter um bilhão de pensamentos e assim surgiu o que considero ser um manifesto.
Manifesto da Dessensibilização Sistêmica - As cores estão sendo apagadas do mundo tangível
A eliminação das cores no ambiente físico não representa uma evolução das preferências, mas sim a concretização da lógica comercial. Para assegurar lucros estáveis e apostas seguras, o sistema econômico requer uma uniformização total do espaço. A essência humana é intensa, desordenada, imprevisível, por isso apresenta um desafio logístico que deve ser controlado por meio de tons neutros e do mínimo denominador comum.
Há quem justifique que o desbotamento das cores do mundo se deve a que "as cores foram para o mundo digital", e assim o setor estabelece um controle absoluto sobre a sensibilidade. A intensidade e a beleza deixam de ser vivências diretas, acessíveis e imersivas, transformando-se em uma representação privatizada. Para ter acesso à cor, a pessoa é relegada a telas e obrigada a desembolsar uma quantia constante para intermediários tecnológicos como energia, aparelhos e condições de uso.
Essa riqueza digital oculta uma vulnerabilidade histórica. Embora o ambiente virtual esteja sujeito a um colapso repentino devido a uma falha sistêmica, o mundo real, com sua estrutura utilitária e fria, permanece inalterado. Ao trocarem a beleza estética por um lucro fácil, estão comprometendo nossa capacidade sensorial e deixando como herança ao futuro o mais triste dos legados: a manifestação concreta de uma sociedade desanimada, monótona e sem vida.
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